quinta-feira, julho 05, 2007

Número 11 - Maria, mãe de Jesus

Maria, mãe de Jesus

Vivemos dias em que, em torno de Maria, se fazem inúmeras citações e celebrações, num leque de crenças e rituais que atraem muitos milhares de pessoas em todo o mundo.

Mais do que ficarmos impressionados com a imponência dessas práticas ou com a sua suposta expressão de fé, há que verificar o seu fundamento bíblico. Se não tiverem suporte na Palavra de Deus não Lhe agradam nem honram o Seu nome, apesar de toda a devoção ou convicção que as envolva.

Jesus alerta-nos para o perigo de errarmos por desconhecermos os conteúdos bíblicos: “Jesus, porém, respondendo disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o Poder de Deus.” (Mateus 22:29). Noutra ocasião Jesus confirmou que são as Escrituras que d’Ele testificam: “Examinais as Escrituras porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam.” (João 5:39).

Em Beréia, os judeus tiveram o mesmo cuidado, “… de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.” (Actos 17:11b).

Do mesmo modo, vamos verificar se a Palavra de Deus confirma, ou não, algumas crenças amplamente divulgadas nos nossos dias, referentes a Maria.

Mãe de Deus?

Jesus é Filho de Deus – várias vezes é chamado assim no Novo Testamento (Mateus 16:16; João 1:34; Rom. 1:4; Heb, 7:3; I João v. 4 e em muitas outras citações).

Jesus é Filho do Homem – de igual modo, é-lhe atribuída esta designação em muitos trechos bíblicos (Mateus 9:6; 10:23; 12:32, 40: 17:22; 24:27, 30, 44; 25:31; João 8:28 e Actos 7:56, e em muitas outras citações).

Maria não é mãe de Deus – Não existe qualquer citação bíblica que fundamente esta designação. Santo Agostinho, teólogo, filósofo, moralista e dialéctico, foi um dos mais célebres pais da igreja latina, que viveu em 354-430. Ele escreveu: “Jesus como homem teve mãe e não teve pai. Jesus como Deus teve pai e não teve mãe”. Eis uma grande e esclarecedora verdade!

Jesus humano teve mãe, Jesus Divino teve Pai. Maria foi a mãe de Jesus-Homem, não foi mãe de Jesus-Deus.

Vejamos como Jesus se referia a Maria, sua mãe: " Disse Jesus: Quem é minha mãe? Quem são meus irmãos? Estendendo a Sua mão para os Seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Qualquer que fizer a vontade de meu Pai que esta nos céus, este e meu irmão, e irmã e mãe." (Mat.12:48-50)

Para quem o destaque?

Uma certa mulher, ouvindo falar o Senhor Jesus, levantou a voz de entre a multidão e disse:

“Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste.”

O Senhor Jesus disse:” Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.” (Lucas 11:27, 28).

Nas bodas de Cana, Maria disse a Jesus: “Não têm vinho.” Disse-lhe Jesus: “Mulher, que tenho Eu contigo? Ainda não é chagada a minha hora. Maria disse: Fazei tudo quanto Ele vos disser.” (João 2:3-5)

S, Paulo, o pregador, apóstolo e instruidor dos gentios ( 1Tim.2:7; 2 Tim. 1:11), nas 13 ou 14 epistolas que escreveu, nada nos diz acerca de Maria. Somente em Gal.4:4 escreveu: "Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, (nem diz o nome dessa mulher!) nascido sob a lei."

Aproveitando esta oportunidade, lembro que Paulo nas suas cartas só uma vez nos fala em sábados, dizendo que ninguém vos julgue pelos sábados, que são sombras das coisas futuras (Col.2:16,17). S. Paulo não era "católico" nem "adventista".

S. Pedro, nas suas pregações que temos em Actos e nas suas duas Epistolas não faz qualquer referência a Maria. Exalta, sim, o Senhor Jesus!

João, o Apóstolo que recebeu Maria em sua casa, após a morte do Senhor Jesus, escreveu três preciosas Epistolas, recheadas de ensino, mas nem uma única vez nos fala de Maria. Diz sim que a nossa comunhão é com o Pai e com Seu Filho, Jesus Cristo (I João.1:3), dizendo ainda que Jesus é o nosso Advogado.(I Joao.2:1)

Rainha dos Céus?

Ainda, examinando as Escrituras, lemos que nos dias do profeta Jeremias já havia uma "rainha dos céus" a quem o povo do Senhor naquele tempo cultuava, na sua rebelião contra Deus. Era a deusa pagã Asterote ou Astarte. Faziam bolos estampados com a imagem dessa deusa e ofereciam-lhe. Leia em Jeremias (7:17-19;44:16-19).

Também em Éfeso havia uma deusa chamada Diana, que toda a Ásia e o mundo veneravam fazendo-lhe muitos nichos. Graças a Deus que ali chegou S. Paulo com o bendito Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo!!! (Actos 19:18 - 34)

Invocar Maria?

Maria faleceu e nós não invocamos os mortos. Tal prática é condenada várias vezes através da Bíblia. Invocar os mortos é próprio de espiritismo, nunca do Cristianismo.

O Pai, falando do Senhor Jesus, disse:"Este e o meu amado Filho, em quem me comprazo: escutai-O" Mat. 17:5b

Disse Jesus aos Seus discípulos:,,,"Um só é vosso Mestre, a saber, o CRISTO." (Mat. 23:8)

Maria disse acerca do Senhor Jesus: "Fazei tudo quanto ELE vos disser". (João 2:5)

Ninguém nos ama mais do que o Senhor Jesus, que disse:"Ninguém tem maior amor de que este, de dar a Sua vida pelos seus amigos" (João15:13)

Se ela pudesse ouvir as rezas que lhe fazem, diria: “Vão ter com o Senhor Jesus! Ele ama-vos como ninguém!”

Ir unicamente a Deus

JESUS disse: "Vinde a MIM todos os que estais cansados e oprimidos (...) Aprendei de MIM,," (Mat.11:28,29)

"O que vier a MIM de maneira nenhuma o lançarei fora.” (João 6:37)

Jesus lamentou: "E não quereis vir a MIM para terdes vida" (João 5:40)

Disse Jesus: "EU sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por MIM" (João14:6) "Quando orardes dizei: Pai nosso que estás nos Céus…" (Mat. 6:9)

Um só Mediador, Intercessor e Advogado

Vejamos um pouco do muito que os apóstolos escreveram acerca do Senhor Jesus.

Pedro disse: "JESUS, e em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do Céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos". (Actos 4:12).

Paulo escreveu: " Há um só DEUS, e UM só Mediador entre Deus e os homens, JESUS CRISTO homem" (I Tim. 2:5) Em Hebreus 7:25 diz também: "JESUS pode salvar perfeitamente os que por ELE se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles."

João escreveu: "… não pequeis; e se alguém pecar temos UM ADVOGADO para com o Pai, JESUS CRISTO, o JUSTO”. (I João 2:1).

Conclusão

O conteúdo desta "FOLHA SOLTA" tem por alvo louvarmos ao Senhor pelo Seu propósito e a Sua bondade para connosco, por nos ter aberto os olhos e nos ter transportado das trevas para a Sua maravilhosa luz.

Foi o que senti com profunda gratidão, ao meditar nestes apontamentos. (Actos.26;17,18; 2 Cor.4:6; 1 Tessa.1:9,10; 1 Pedro. 2:9)

Dar vista aos cegos fazia unicamente parte do ministério do Messias, o Cristo, o Prometido (Isaias.29;18; 35:5; 42:7)

No Antigo Testamento lemos acerca de quase todos os milagres que Jesus fez no Seu ministério. Até mortos ressuscitaram. Contudo, não há um cego curado da sua cegueira no Antigo Testamento.

Importa ler o que está escrito em João.9:32 "Desde o princípio do mundo nunca se ouviu que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença"

Louvado seja o Senhor Jesus que veio para abrir os olhos aos cegos físicos e espirituais! (Mateus 4:16)

Quando João Baptista enviou dois dos seus discípulos ir ter com Jesus, a perguntar-Lhe: És Tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? Jesus lhes respondeu: Ide e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes: "Os cegos vêem…" Foi a primeira evidência que Jesus apresentou para provar que Ele era o Cristo. (Mat.11:2-5).

A razão principal do conteúdo desta "Folha", não é porque os meus caros irmãos pastores não conheçam tudo isto, mas sim para juntos louvarmos ao Senhor porque Lhe aprouve revelar-nos estas coisas… (Mat.11:25).

quinta-feira, junho 14, 2007

Número 10 - David, o Pastor de Ovelhas

David, o Pastor de Ovelhas

David nasceu na cidade de Belém, sendo o mais novo dos oito filhos de Jessé. A primeira ocupação que lhe conhecemos é como pastor de ovelhas. O texto bíblico revela que ele exercia essas funções com verdadeira dedicação, expressa num amor e num cuidado extremos. Vamos conhecer melhor esta faceta da vida de David.

Quantas ovelhas eram?
Eliabe, o seu irmão mais velho, disse-lhe certa vez: “A quem deixaste aquelas poucas ovelhas no deserto?” (I Sam. 17:28). Aos olhos de Eliabe o número de ovelhas era insignificante. Certamente não seriam 7000 ovelhas, como tinha Job (Job 1:3). Nem 3000 ovelhas e cabras como possuía Nabal (I Sam. 25:2). Talvez nem chegassem a ser 100 ovelhas como as da parábola que Jesus contou (Luc. 15:4).
Não sabemos quantas seriam as ovelhas que David apascentava, o que sabemos é que “aquelas poucas ovelhas” eram muito queridas pelo seu pastor.

A quem pertenciam?
As ovelhas não pertenciam a David mas sim a seu pai (I Sam 17:15).
Só o Senhor pode dizer, com verdade, “as minhas ovelhas” (João 10:14, 27; 21:15-17; Actos 20:28; I Pedro 5:2).
Nem S. Paulo, que tanto sucesso teve no seu ministério, ousou dizer alguma vez “as minhas ovelhas”. Foi o Senhor Jesus que pagou um bom e alto preço pelas Suas ovelhas (I Cor. 6:20; 7:23; I Pedro 1:18; Apoc. 5:9).
David estava com as ovelhas. Tal é o natural para um pastor (I Sam. 16:19). Para isso fomos chamados. Compare com Gen. 31:38-40; Prov. 27:23.

Quem as apascentava?
David apascentava as ovelhas. Este é o ministério principal do pastor: conduzir as ovelhas a verdes pastos e a águas tranquilas (I Sam. 16:11; 17:15, 34; João 21:15-17; Actos 20:28; I Pedro 5:2). Felizes essas ovelhas, cuidadas por um pastor que cantava e tocava harpa enquanto as apascentava!
Apesar de David ser agora o pajem de armas do rei Saul, continuava a apascentar as ovelhas de seu pai, quanto possível (I Sam. 16:21; 17:15). Ao ter de se ausentar por algum tempo, David assegurou o bem-estar das ovelhas deixando-as ao cuidado de um guarda ((I Sam. 17:20). Tal faz lembrar Moisés na fase final do seu ministério (Num. 27:16, 17). Ele não queria que Israel ficasse como ovelhas sem pastor.
Ao exercerem a função de pastores de ovelhas, certamente tanto David como Moisés tiveram um bom treino para a tarefa maior que os aguardava – serem pastores do povo de Israel.

Com que recursos?
David possuía uma funda mas não servia para usar contra as suas queridas ovelhas. A funda foi utilizada para combater os inimigos: o leão, o urso e, como sabemos, o Golias.
Nem mesmo a usou contra o rei Saul, que várias vezes tentou tirar-lhe a vida, mas ofereceu-lhe sim a música suave de uma harpa que servia de refrigério para Saul (I Sam. 16:23). Ao contrário de David, Saul utilizava a sua inseparável lança (I Sam. 19:9,10; 26:12).
Para as ovelhas, David tinha uma vara e um cajado que as consolavam (Salmo 23).
David faria o mesmo que fez aquele pastor de que falou o Senhor Jesus. Quando finalmente encontrou a ovelha perdida, amorosamente a trouxe sobre os seus ombros ao aprisco.

Quem as defendia?
Era David quem defendia as ovelhas que tinha à sua guarda, pondo em risco a sua própria vida. (I Sam. 17:34-36). Ainda que só livrasse um pedacinho da orelha (Amós 3:12). Era um bom pastor, não era um mercenário. Não fugia perante o perigo. Poderia dizer como Neemias: “Um homem como eu fugiria?” (Neemias 6:11).
O pastor tem que dar conta das ovelhas que estão ao seu cuidado (Heb. 13:17).
É recomendável que o pastor leia de vez em quando a passagem bíblica em Ezequiel 34:1-16. Os versículos 17 a 31 devem ser lidos pelas ovelhas.
Não nos surpreende nada que Deus escolhesse David para ser pastor de Israel. Tão bom foi ele como pastor de ovelhas! (II Sam. 7:8; Salmo 78:70-72)

Curiosidades acerca de David

1 – O seu nome significa Amado.

2 – Era um homem segundo o coração de Deus (I Sam. 13:14).

3 – A sua mãe era uma fiel serva do Senhor (Salmo 86:16 e 116:16).

4 – Por duas vezes lhe doeu o coração. Lendo em I Sam. 24:4,5 teve dor por ter cortado mansamente a orla do manto de Saul. Alguém disse que há alguns que cortam a casaca toda e não sentem dor nenhuma. Terão um coração de pedra? Em II Sam. 24:10 volta a doer o coração a David. Também Paulo tinha uma contínua dor em seu coração (Rom. 9:2).

5 – Aos 30 anos era rei. Lembremo-nos de que José foi governador do Egipto aos 30 anos e foi também com 30 anos que o senhor Jesus se manifestou como o Messias (II sam. 5:4; Gen. 41:46; Luc. 3:21).

6 – David reinou durante 40 anos, à semelhança dos seus antecessor e sucessor: Saul e Salomão (II Sam. 5:4; Actos 13:21 e I Reis 11:42).

7 – Foi considerado o menor. Até o profeta Samuel estava equivocado, julgando que seria Eliabe – o primogénito de Jessé – o escolhido do Senhor para ser rei em Israel. O menor foi o escolhido pelo Senhor para reinar (I Samuel 16:6, 9-11). David também era um desconhecido (I Sam. 17:55, 58). O hino nº 149 do nosso livro de Cânticos diz, com muita razão: “Tem um modo o Senhor/ Que é próprio do amor/Ele usa dos remidos o menor…”.

8 – Duas cidades são conhecidas como as cidades de David: Jerusalém e Belém. David conquistou Jerusalém aos jebuseus e desde aí Jerusalém ficou sendo chamada a cidade de David (II Samuel 5:6,7 e 9). Belém também foi chamada a cidade de David por ser a sua terra natal (Lucas 2:4).

9 – David era prudente. Ele conduzia-se com prudência em todos os seus caminhos, mais do que todos os servos de Saul, portanto o seu nome era mui estimado (I Sam. 18:14 –16 e 30). “Ò reis sede prudentes…” (Salmo 2:10). Leia ainda em Prov. 14:6; 8:15, 18, 33, 35. Disse Jesus: “Sede prudentes…” (Mat. 10:16).

10 – Era grande o amor de pai – David estaria pronto a morrer em lugar de seu filho Absalão, embora tal filho lhe causasse tantos males (II Sam. 18:33). Absalão significa “Pai de Paz”. Infelizmente esse jovem não honrou o seu nome.

11 – David tinha um grande e ardente desejo de construir uma morada para o Poderoso de Jacob. No salmo 132:1-5 está bem patente esse sentimento de David.

12 - Muito semeou e muito colheu. Faleceu com abundância de dias, riquezas e glória (I Cron. 29:1-3, 27 e 28). Encontramos as últimas palavras de David em II Samuel 23:1-7.

sábado, maio 05, 2007

Número 9 - Actos dos Apóstolos

Actos dos Apóstolos

O Autor e o Escritor
Lucas foi o escritor ou amanuense deste precioso livro. O autor foi o Espírito Santo, pois Ele é o autor de toda a Bíblia (II Timóteo 3:16; II Pedro 1:20, 21).
O primeiro livro bíblico de Lucas é o Evangelho, que é o maior livro do Novo Testamento. O segundo maior livro do Novo Testamento é de Actos dos Apóstolos, também escrito por Lucas. Ele é, de facto, um homem que escreve com minúcia. procurando narrar com detalhe o que sucedeu. Ele próprio refere essa preocupação logo no início do seu Evangelho: “Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio;” (Lucas 1:3).

O Nome
Este livro poderia ter como título “Actos do Espírito Santo”. Contém cerca de 50 referências ao Espírito Santo. Talvez nesses dias não houvesse actas! Mas havia actos! É melhor actos sem actas do que actas sem actos!

A Estrutura
Lucas inicia o Evangelho com a vinda de Jesus ao mundo e inicia o livro de Actos com a vinda do Espírito Santo à Igreja. O Evangelho de Lucas finda com a palavra Amem. Tal significa que está completo e encerrado. Nada há a retirar ou a acrescentar. Actos finda com “pregando e ensinando” (Actos 28:31) pois há continuidade para além do texto. Tudo o que lemos em Actos pode e deve suceder até à segunda vinda de Jesus.
Actos conta-nos a acção contínua do Espírito Santo na Igreja, que era um corpo com Espírito. Sem Espírito o corpo estaria morto (Tiago 2:26).

Mais do que Escritor
Para além de escrever o livro, Lucas tornou-se cooperador de Paulo a partir de Actos 16:9, 10. Ele aparece incluído na equipa missionária (Actos 16:17).
Na atribulada viagem de Cesareia para Roma, Lucas encontrava-se também no barco (Actos 27:2,3,19 e 37; 28:2, 12 e 13). Ele foi um importante apoio para Paulo, que se refere a ele como o “médico amado” (Colossenses 4:14). Trata-se de uma amizade consistente e duradoura. Na sua última carta, Paulo escreveu: “Só Lucas está comigo” (II Timóteo 4:10,11). Lucas, que precioso cooperador!

As Ilhas
Ao lermos o livro de Actos notamos que Paulo iniciou o seu ministério numa ilha – Chipre. Seria porque Barnabé, companheiro de Paulo, era de Chipre? (Actos 4:36). É possível. Leia em Marcos 5:19.
Paulo terminou o seu ministério missionário numa outra ilha, segundo o livro de Actos. Foi na Ilha de Malta (Actos 28:1). Veja o que Isaías escreve acerca das ilhas (Isaías 42:4 e 12; 51:5). Em ambas as ilhas, Paulo teve sérios problemas quando ali chegou (Actos 13:6-11 e Actos 28:3-5). Após a luta vieram as vitórias! Em Malta, agora, já não havia doentes! Os médicos entraram de férias! (Actos 28:3-5).

Instrução e Dinheiro?
O grande sucesso na Igreja que notamos em Actos não sucedeu pela sabedoria secular dos apóstolos (Actos 4:13). E muito menos pelo dinheiro que possuíam (Actos 3:6). O segredo estava na acção do Espírito Santo.

O Poder do Espírito
Antes Pedro não tinha ousadia para falar de Jesus, nem sequer a uma criada (Mateus 26:69-71). Depois do Pentecostes, nada nem ninguém o podia fazer calar (Actos 4:5,6, 18-20). Que mudança! Em Isaías 2:4 e em Miqueias 4:3 lemos que nesses dias as espadas e as lanças se converterão em enxadões e em foices – não mais guerra. Será o Milénio! Contudo, em Joel, chamado o profeta pentecostal, lemos precisamente o contrário (Joel 3:10). Este é o tempo de peleja, do bom combate. “Diga o fraco, eu sou forte!” Compare Lucas 22:36 e Timóteo 2:3,4. Paulo exorta Timóteo a que seja um bom soldado.
Paulo bem conhecia o valor transformador do Evangelho (Romanos 1:16), até pela sua própria experiência (I Timóteo 1:13-16). Quem poderia imaginar que aquele Saulo, de quem lemos em Actos 7:58-60 e 9:1,2 iria escrever mais tarde o capítulo 13 da I Carta aos Coríntios, sobre a excelência do amor? Paulo poderia entoar o conhecido hino: “Grande mudança Cristo operou, na minha vida sim Ele entrou…”
Quando Paulo chegou a Éfeso “achou” ali 12 discípulos (Actos 19:1,7). O texto dá a entender que eles deviam estar muito apagados. Nada sabiam acerca do Espírito Santo. Viviam numa cidade tão carecida do Evangelho mas nada faziam para a sua conversão. Estavam inactivos. Era um pequeno corpo morto, sem espírito. Que mudança se operou neles ao serem cheios do Espírito Santo. Lembro aqui o que está escrito em Ezequiel 37:1-10. A Palavra e o Espírito transformaram um vale de ossos sequíssimos num grande exército!

Três Cidades
Atenas - Paulo esteve em Atenas, o centro luminoso da ciência, da literatura e das artes daquele tempo (Actos, capítulo 17). . Ele bem sabia que o evangelho de Cristo é para toda a criatura! É para os humildes pastores e para os sábios magos; para a desprezada samaritana e para Nicodemos, príncipe dos judeus e mestre de Israel.
Quando cheguei a Timor, um senhor administrador disse-me:”Vem de Coimbra pregar a este povo que, na sua maioria, nem ler sabe.” Respondi: “O Evangelho é para os doutores em Coimbra e para este humilde povo em Timor.”
Corinto - No capítulo 18 de Actos Paulo encontra-se em Corinto, uma cidade dada à luxúria e à licenciosidade. O que lemos em I de Coríntios 6:10,11 é prova disso. Pois foi exactamente nessa cidade que o Senhor disse a Paulo: “Fala e não te cales, tenho muito povo nesta cidade.” Naquela cidade tão pecaminosa nasceu uma igreja! É caso para dizer que no meio do “charco” nasceu uma linda flor!
Éfeso – No capítulo 19 Paulo chega a Éfeso, cidade onde estava o famoso templo da deusa Diana, uma das 7 Maravilhas do Mundo. Naquele tempo cabiam 24.000 pessoas! Diana era uma deusa que toda a Ásia e o mundo veneravam (Actos 19:27,28). Paulo pregou naquela cidade durante dois anos (Actos 19:10). Ali, numa cidade tão entregue à idolatria e à bruxaria, nasceu uma grande igreja! (Actos 20:17, 36-38).

Três Conversões
Nos capítulos 8,9 e 10 do livro de Actos lemos acerca de três conversões notáveis: o eunuco, Saulo e Cornélio, descendentes de Cam (compare com Jeremias 13:23), Sem e Jafete, respectivamente (Génesis 6:10).
Para falar ao eunuco, Jesus usou Filipe; para falar a Cornélio, foi usado Pedro. Para falar a Paulo, foi o próprio Senhor Jesus. Para falar com um homem como Saulo, dada a violência que o caracterizava, teve que ser dessa maneira (compare Actos 9:13,14).
Estes três homens creram, foram baptizados nas águas e com o Espírito Santo. O eunuco, jubiloso, seguiu o seu caminho. Crê-se que foi missionário na Etiópia.

Três Ananias
Neste livro aparecem também três homens com o nome de Ananias.
O primeiro não é chamado discípulo. Quem faz o que ele fez, decerto que não é um discípulo (Actos 5:1).
O segundo é um sumo sacerdote que mandou que ferissem a Paulo na boca (Actos 23:2; 24:1). Seria discípulo? Não!
O terceiro é chamado discípulo e foi designado para falar com Saulo após a sua conversão (Actos 9:10).

Dois Jovens
Também é interessante reparar em dois jovens de que nos fala Actos.
Temos Timóteo, no capítulo 16, versos 1 e 2. Lucas diz-nos que era um discípulo. Paulo o convidou para ir com ele, tornando-se um pastor.
Eutico era outro jovem, que estava a dormir enquanto Paulo pregava (Actos20:9,10). Ele não é chamado discípulo, nem foi convidado por Paulo para o acompanhar. Quem dorme no culto não é discípulo. Paulo orou por ele para que tivesse vida!

Três fases de Moisés
No capítulo 7 de Actos temos a preciosa pregação de Estêvão. Ele refere as três fases da vida de Moisés, de 40 anos cada, tendo vivido 120 anos no toal (Deut. 24:7):
1ª Fase: Moisés na sua força (matou um egípcio) – Actos 7:23,24.
2ª Fase: Moisés na sua fraqueza (argumentou que não sabia falar) – Actos 7:29,30.
3ª Fase: Moisés na força do Senhor (liderou Israel na caminhada para a Terra Prometida) – Actos 7:36.

Termino por aqui esta breve meditação sobre o precioso livro de Actos. Tratam-se de 28 capítulos de grande riqueza e ensino para nós!

quarta-feira, abril 18, 2007

Número 8 - Ilustrações

Ilustrações

O que são ilustrações? São as chamadas “janelas da pregação”, através das quais entra uma lufada de ar fresco no auditório.
Em toda a Bíblia encontramos as mais variadas ilustrações. “As ilustrações têm certas vantagens. Uma delas é que este meio de comunicar a Verdade faz com que ela se fixe na memória mais fortemente do que o pode fazer uma lição didáctica bem elaborada.” (Dicionário da Bíblia, John D. Davis, páginas 443,444).
Uma importante parte dos ensinos do Senhor Jesus foi expressa através de parábolas. Só o capítulo 13 do evangelho de S. Mateus relata sete parábolas de Jesus!
A pequena carta de Tiago, pastor em Jerusalém, de apenas cinco capítulos, contém quinze ilustrações! Trata-se de um texto impregnado do carinho e do amor que ele sentia referindo por umas quinze vezes expressões fraternas: “Irmãos”, “Meus irmãos”, “Meus amados irmãos”.
Reconhecendo a utilidade de ilustrações na pregação, aqui envio uma série. Espero que o irmão aprecie que constituam um recurso oportuno para o seu ministério!

1 - O sol e o vento
Ao ver um homem a caminhar envolto numa capa, o sol e o vento fizeram uma aposta. “Qual de nós é capaz de tirar a capa àquele homem?”. O sol disse ao vento: “Começa tu.” O vento começou a soprar mais e mais, com toda a força que tinha. Quanto mais soprava, mais o homem se agarrava à capa! O vento desistiu…
Veio então a vez do sol actuar. Não tinha a fúria do vento. Porém, foi aquecendo mais e mais… daí a pouco o homem tirou a capa por si mesmo!
“Não por força nem por violência mas pelo meu Espírito, diz o Senhor!” (Zacarias 4:6).
Exemplo disto encontrei no meu ministério em Timor: famílias que se convertiam a Jesus mas em que o marido vivia com mais de uma mulher. Como resolver o problema? Não podia nem sabia como agir. Com qual das mulheres, por vezes quatro, o homem deveria ficar? Recorremos à oração e passado algum tempo o homem tinha só uma mulher. Tudo se resolveu em paz! “Foi o Senhor que fez isto.” Por isso tudo correu bem…
Não foi a fúria do vento, ou do terramoto ou do fogo que fez sair Elias da “caverna do desânimo” mas sim uma voz mansa e delicada!

2- Um cliente especial
O culto ia começar dentro de minutos. Entretanto um homem, completamente embriagado, entrou na Casa de Oração a cambalear pela coxia fora e foi-se sentar no banco da frente. Os irmãos presentes ficaram assustados, pensando no que iria suceder… O pastor subiu ao púlpito, dizendo: “Graças a Deus! Temos esta noite um cliente!”
Jesus veio buscar e salvar o que se havia perdido (Lucas 19:10). Alguns dos irmãos na igreja em Corinto tinham sido bêbados (I Coríntios 6:10,11). Disse Jesus: “Não necessitam de médico os sãos mas sim os doentes.”, “porque não vim chamar os justos mas sim os pecadores ao arrependimento.” (Mateus 9:12,13). “Onde o pecado abundou superabundou a graça.” (Romanos 5:20).

3- É o meu irmão!
Um homem carregava outro homem às costas pois era aleijado. Alguém, que viu, disse-lhe: “Que grande fardo aí levas!” O homem respondeu: “Não é um fardo, é o meu irmão!” “Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo.” (Gálatas 6:2).

4- A pensar…
Pregue, não o que pensa mas o que acredita, e deixa os seus ouvintes a pensar.
Recordemos o que se passou no dia de Pentecostes. Pedro pregou a Palavra e os seus ouvintes ficaram a pensar. “E ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração e perguntaram: Que faremos?” (Actos 2:37).
“Todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei.” (Neemias 8:8,9).

5- Verdades e mentiras
Um pastor perguntou a um humorista: “Qual a razão porque tem tantas pessoas a ouvi-lo, quando eu afinal tenho tão poucas?” “Eis a razão”, respondeu o humorista.”Eu falo ao povo mentiras que parecem verdades! O pastor diz verdades mas de tal maneira que parecem mentiras.”

6- Arranje um pau
Quando eu estudava na Escola Bíblica, um dos nossos professores ensinou-nos o que fazer se os ouvintes começassem a dormir durante a nossa pregação. “Arranje um pau, faça um bico bem afiado na extremidade e dê umas boas picadelas… no pregador!” É necessário despertar o pregador!

7- Cuidado com os bordões
Bordão é um palavra ou frase que alguém repete muito ao falar, parecendo servir para “amparar” o seu discurso. Numa igreja onde fui pastor, certo irmão foi convidado a pregar. No fim do culto, um jovem veio-me dizer que, na sua mensagem, aquele irmão utilizara a expressão “Porque na verdade” umas 50 vezes! Também nisto, a esposa do pastor pode ajudá-lo.

Meu amado irmão pastor, tudo o que escrevo nestas “Folhas Soltas” é referido tendo apenas em mente ajudar os nossos prometedores e valorosos obreiros mais novos, a alguns dos quais tive a honra de dar aulas.
Deus abençoe e use a cada um abundantemente!

terça-feira, março 27, 2007

Número 7 - Tempo de Páscoa

TEMPO DE PÁSCOA

Domingo de Ramos?
No próximo dia 1 de Abril teremos o chamado Domingo de Ramos.
Porquê de ramos? Terão os ramos representado o que de mais importante sucedeu nesse dia? Ao falar em ramos estamos a realçar o que os homens fizeram. Melhor seria chamar-lhe o Domingo das lágrimas de Jesus. Dessa forma lembrar-se-ia uma vez mais o amor do Senhor pelos pecadores, quando profetizava a destruição de Jerusalém, a Cidade Santa. Assim, lembremo-nos e exaltemos o que o Senhor Jesus fez por amor de todos nós. Os Apóstolos sempre realçaram o Amor de Jesus por eles e nunca o seu amor por Jesus. Esta atitude é clara em João 13:23; 19:26; 20:2; 21:20, e ainda em João 11:3; Efésios 2:4, 20; 5:2; Gálatas 2:20: I João 4:10, 19. Apocalipse 1:5. Muitas mais citações poderiam ser aqui referidas.
Já reparou que Lucas nem sequer fala em ramos? Conta-nos, sim, das lágrimas de Jesus, em Lucas 19:28-44.
Quanto cantamos “Oh quanto amo a Cristo…” devemos parar para pensar quanta verdade há nisso…. Será melhor dizer o que Pedro respondeu ao Senhor quando lhe perguntou: “Amas-me?” Pedro respondeu: “Senhor, tu sabes tudo…” (João 20:17).

O que Ele fez por nós
Lembremos um pouco do muito que o Senhor Jesus fez por nós:
1 – Fez-se criatura, sendo o Criador. Tomou a forma humana para nos tornar participantes da natureza divina. (João 1:14; II Pedro 1:4).
2 – Fez-se pobre para que pela Sua pobreza enriquecêssemos (II Coríntios 8:9).
3 – Fez-se menor do que os anjos, para que pela graça de Deus provasse a morte por todos (Hebreus, 2:7,9).
4 – Fez-se o mais indigno entre os homens para nos tornar dignos. (Isaías 53:3; Apocalipse 3:4).
5 – Fez-se maldito para que fossemos benditos. (Gálatas 3:13,14).
6 – Fez-se pecado para que n’Ele fossemos feitos justiça de Deus (II Coríntios 5:21).
Razão tinha Luís de Camões, o príncipe dos poetas portugueses, quando escreveu: “Jesus veio do céu à terra para nos levar da terra para o céu!”

O jumentinho
Este animal fez parte da história do Domingo de Ramos e vale a pena lembrá-lo aqui. É interessante reparar na sua situação antes de ser levado a Jesus. Estava preso, fora da porta, entre dois caminhos (Marcos 11:4). Que condição de vida! Depois, sim… solto, andando pelo caminho e sendo útil ao Senhor Jesus! Certamente o jumentinho quase não se via, coberto pelos vestidos. E parece que não recebeu nenhum louvor! Toda a atenção e os louvores eram para o Senhor Jesus.
Jesus fez daquele jumento, que nunca tinha sido montado, um jumento amansado! Lembremo-nos de Natanael e de Saulo, como ficaram “mansinhos” aos pés de Jesus! (João 1:43-51; Actos 7:58; 9:1-6).

O Cordeiro Sacrificado
- Um cordeiro foi sacrificado em lugar de uma pessoa, Isaque (Génesis 22:7-14).
- Um cordeiro foi sacrificado em lugar de uma família, livrando-a assim de morte, luto e lágrimas (Êxodo 12:1-3).
- Um animal seria sacrificado pelos pecados, transgressões e imundícias da nação de Israel (Levítico 16:15,16).
- O Cordeiro de Deus seria sacrificado por todo o mundo (João 1:29).Leia ainda em II Coríntios 3:19: João 4:42; I João 2:2; 4:14.

Existe Cura
Após a primeira Páscoa, no Egipto, vemos que não havia um só enfermo entre as suas 12 tribos (Salmo 105:37). Leia em Êxodo 12:37 e note quantos milhares de pessoas saíram do Egipto, cerca de 600.000, não contando os meninos!
Um certo pastor dizia que não é necessário orar pelos enfermos a seguir à Ceia do Senhor. A Ceia, em si mesma, é portadora de saúde, se for tomada dignamente (I Coríntios 11:29,30).

Um Páscoa Feliz para si!
Na última Páscoa que Jesus celebrou com os Apóstolos, aquele tempo de comunhão concluiu-se com um hino que cantaram juntos, alegres e abençoados! É isso que desejamos a todos os nossos caros leitores das “Folhas Soltas”, neste Tempo de Páscoa!

Número 6 - Foi o Senhor

FOI O SENHOR!



É um regozijo grande observarmos que Deus nos está a usar no ministério. No entanto, nunca nos esqueçamos de que tudo devemos a Ele.

Este é o tema da presente "Folha", que iremos estudar através da Bíblia.



José

Quando José foi à presença de Faraó para lhe dizer qual a interpretação dos sonhos que tinha tido, relativos a vacas e as espigas, o rei disse-lhe: "Ouvi dizer de ti que quando ouves um sonho o interpretas." A fama já chegara aos ouvidos de Faraó e este pensava tratar-se de uma aptidão especial de José. No entanto, foi de imediato esclarecido: "Isso não está em mim: Deus dará resposta de paz a Faraó". José respondeu-lhe não buscando nenhuma glória para si. (Génesis 41:14-16). "Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória!" (Salmo 115:1).


Daniel

No livro de Daniel temos um caso idêntico ao que se passou com José. O rei de Babilónia teve um sonho que o perturbou. Chamou então todos s sábios do seu império para que dissessem qual o sonho que tinha tido e a sua interpretação. Daniel vai à presença do rei e eis o que ele diz: "Ninguém pode descobrir ao rei o segredo que o rei requer, mas há um Deus nos céus o qual revela os segredos (…) E a mim foi revelado este segredo, não porque em mim haja mais sabedoria do que em todos os viventes…" (Daniel 2:28,30)


Salmos

Este livro é rico em afirmações do poder de Deus, não o nosso. Vejamos alguns exemplos:

Salmo 18:29 "Porque com Deus entrei pelo meio de um esquadrão, com o meu Deus saltei uma muralha." Um menino dizia: "Eu e o meu pai sabemos tudo." "Posso todas as coisas naquele que me fortalece."

Salmo 78:70-72 O pequeno pastor de ovelhas veio a ser o pastor de Israel. "Porque no mínimo foste fiel…" (Lucas 19:17). Dizia David " Quem sou eu que me trouxeste até aqui?" (II Samuel 7:18). Moisés utilizou a mesma expressão, "Quem sou eu?" (Êxodo 3:11).

Salmo 118:23 " Foi o Senhor que fez isto e é coisa maravillhosa aos nossos olhos"

Salmo124:1 " Se não fora o Senhor que esteve ao nosso lado,,,"

Salmo126:3 "Grandes coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres"

Salmo.127:1 " Se o Senhor não edificar e guardar tudo será em vão."

Salmo.84:11 " O Senhor dará graça e glória".

Primeiro graça… é o que precisamos para cumprirmos o nosso ministério. "A minha graça te basta" disse Jesus(II Coríntios 12:9). Glória, só no fim da nossa carreira (II Timóteo 4:8). Aqui não! O que pode suceder aqui (para nosso mal) é vanglória (Gálatas 5:26; Filipenses 2:3) que significa presunção, vaidade, jactância, basófia (segundo o dicionário). Veja Romanos 8:30. Nos predestinou, chamou, justificou…e, por FIM, também nos glorificou.

Não esqueçamos que o rei Herodes morreu comido de bichos, porque não deu glória a Deus, aceitando a glória para si ( Actos.12:22,23). "Para glorificá-Lo vim", cantamos nós.

"A minha glória a outrem não darei", diz o Senhor (Isaías 42:8).

Tudo que façamos seja para glória de Deus! Leia em Isaías 61:3; Mateus 5:16; João15:8; Pedro.2:12, 4:11.


Actos dos Apóstolos

Actos 2:47 "E todos os dias acrescentava o Senhor à Igreja aqueles que se haviam de salvar".

Actos 3:11,12 "Porque olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?" Nos versos 13 a16 Pedro afirma que aquela cura foi operada somente pelo Santo, o Justo, o Príncipe da Vida, o Ressurrecto - JESUS!!!!

Actos 14:10-18 Após a cura de um outro coxo, em Listra, a multidão julgou que os apóstolos Paulo e Barnabé eram uns "deuses" mas eles disseram: "Varões(…) Nós também somos homens como vós, sujeitos as mesmas paixões".


Cartas de Paulo

1 Coríntios 3:6,7 "Paulo plantou, Apolo regou: mas Deus deu o crescimento. Pelo que, nem o que planta, nem o que rega é alguma coisa, mas DEUS, que dá o crescimento".

1 Coríntios 4:7 Que tens tu que não tenhas recebido, e se o recebeste, porque te glorias, como se não o houveras recebido?

1 Coríntios 4:18,19; 5:2 Percebemos que na Igreja em Corinto, alguns andavam inchados - sinal de doença!

1 Coríntios 8:1,2 Cuidado, a ciência pode fazer inchar! "E se alguém cuida saber alguma coisa , ainda não sabe como convém saber!"

1 Coríntios 15:9, 10 Paulo diz "trabalhei muito mais do que todos, todavia não eu, mas a graça de Deus que está comigo".

Gálatas 6:14 "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo".


Como vai a pesca?

Vejamos agora em João 21:7 Acabavam de apanhar uma multidão de peixes! Eram 153 grandes peixes! Tal sucesso não se deveu ao facto de se tratar da hora mais própria para pescar, pelo contrário. Não foi pela experiência de alguns pescadores que estavam no barco. E muito menos pelo factor "sorte". João reconhece que tal resultado na pesca, foi obra do SENHOR! Meu caro Irmão pastor se está "pescando muitos peixes" não esqueça: é o SENHOR!



Não sejamos egoístas no nosso ministério. Lembremos o que está escrito em Lucas 5:5-7. Desejemos que o barco do nosso colega também fique cheio de "peixes".

Um pastor orava da seguinte maneira:"Senhor enche todas as Casas de Oração nesta cidade, e por fim, enche também aquela onde sou pastor".

Quando estava na Ilha do Pico, certo dia fui junto ao mar para comprar peixe. Aí estavam alguns pescadores pescando à linha. Perguntei a um pescador se não tinha peixe para vender, pois não vi peixe nenhum. Ele respondeu: "Tenho e muito… mas está debaixo daquele saco. Se os outros sabem que estou a pescar muito neste lugar, vêm para aqui também…"

Um pastor acabava de se mudar para uma outra Igreja. Na primeira reunião com ministério, o pastor perguntou: "Quantos competidores tenho nesta cidade"? Referia-se aos pastores que serviam o Senhor nessa cidade. Um ancião respondeu: Não será mais correcto dizer:"Quantos cooperadores tenho nesta cidade?" Não somos competidores, mas sim cooperadores. Há um só Rebanho mas muitos Apriscos.



Conclusão

Não esqueçamos: "Diante da honra vai a humildade" (Provérbios.15:33; 18:12).

Alguém escreveu: "Quem busca a honra, não a merece".

O rosto de Moisés resplandecia depois que Deus falara com ele, mas Moisés mesmo não o sabia. (Êxodo 34:29).

Um pai levou consigo o filho pequeno quando foi à mercearia. O merceeiro, por simpatia, disse à criança: "Mete tua mão no recipiente e tira uma mão cheia de rebuçados". O menino não quis, apesar da insistência do merceeiro. Então foi dito ao pai que metesse ele a sua mão. E o pai assim fez. De regresso. o pai perguntou ao filho porque não metera ele a sua mão. A criança respondeu: "Porque a mão do pai é maior!"

Que Senhor nos abençoe com a Sua grande e boa mão! AMÉM

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Número 5 - Abraão

ABRAÃO, UM GRANDE HERÓI DA FÉ

É comum realizar-se eventos festivos que comemoram 25 ou 50 anos de pastorado ou de outra forma de servir o Senhor. Representam um período de tempo significativo que foi dedicado a servir a Deus – o maior alvo que alguém pode ter. Em ambiente de satisfação e gratidão a Ele, há cânticos, mensagem, ofertas e até por vezes uma placa ou uma medalha comemorativa que marca o valor daquele aniversário.
Poderemos nós imaginar a experiência que será servir a Deus durante exactamente 100 anos? Pois foi essa a condição de Abraão. Tinha 75 anos quando o Senhor o chamou e tinha 175 anos quando faleceu.
Neste estudo, vamos conhecer alguns aspectos importantes deste longo, e abençoado, percurso com Deus.

Amigo de Deus
Este atributo é referido na Bíblia por três vezes, em relação a Abraão (II Crónicas 20:7; Isaías 41:8 e Tiago 2:24). Porque é que ele foi chamado amigo de Deus? O que é que ele fez para merecer tal honra? Foi um verdadeiro amigo de Deus porque fez o que o Senhor lhe mandou fazer. “Vós sereis meus amigos se fizerdes o que eu vos mando.” (João 15:14).

Obediente a Deus
Foi-lhe dito pelo Senhor: “Sai” e ele saiu (Génesis 12:1). Foi-lhe dito: “Vai” e ele foi (Génesis 22:2,3).

Peregrino
Como verdadeiro peregrino, nunca construiu uma casa, viveu sempre em tendas. Onde quer que se instalasse edificava um altar e armava uma tenda (Génesis 2:7,8, o altar primeiro; Génesis 13:18 e Hebreus 11:9,10).
Em Génesis 18:1 vemos Abraão à porta da sua tenda. Porém, em Génesis 19:1,2 vemos Ló à porta de sua casa. Parece-nos, assim, que Ló, seu sobrinho, que durante anos foi peregrino com Abraão, o terá deixado de ser, provavelmente por influência da esposa e das filhas. Lembremo-nos da dificuldade da sua esposa em abandonar aquela terra, mais tarde.
Abraão foi peregrino até ao fim (Hebreus 11:9,10). Também o salmista afirmava “Sou peregrino na terra” (Salmo 119: 19a). Nós somos como peregrinos neste mundo passageiro, e provavelmente até já o afirmámos cantando. O hino nº 204 de Cânticos de Alegria diz: “Sou peregrino na terra e longe estou do meu lar.”
Havia numa certa cidade um famoso Rabi. Alguém que por ali passava aproveitou o ensejo para o visitar. Entrando em casa do Rabi encontrou-a cheia de livros mas quase sem móveis. Ousou perguntar ao Rabi: “Onde estão os seus móveis?”. O Rabi perguntou ao visitante: “E onde estão os seus?” Este respondeu: “Bem, eu não os trago porque estou aqui de passagem.” O Rabi respondeu-lhe: “Eu também estou aqui de passagem.”

Primeiro dizimista de tudo
Notamos que Abraão deu o dízimo de TUDO (Hebreus 7:1,2) e Deus o abençoou em TUDO (Génesis 24:1). Talvez Jacó tenha aprendido com o seu avô Abraão a doutrina do dízimo, pois quando Abraão faleceu Jacó tinha 15 anos de idade. Contudo, na prática, não foi fiel ao ensino que recebeu do seu avô, pois disse que daria o dízimo sob condição. Daria o dízimo SE… “Se fores comigo, se me guardares nesta viagem, se me deres pão para comer e vestidos para vestir, darei o dízimo” (Génesis 28:20-22). Foi um dízimo condicional!

O primeiro homem que creu na ressurreição dos mortos
“Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado, sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigénito. Sendo-lhe dito: Em Isaque será a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar.” (Hebreus 11:17,18).

Um homem a quem Deus mudou o nome
O seu nome original era Abrão, que significa “pai da altura” ou “pai exaltado”. O Senhor mudou-lhe o nome! È que Alto ou Altíssimo é só o Senhor (II Samuel 22:47; Isaías 57:15; Salmo 83:18). Se Abraão lesse esta “Folha”, dar-me-ia uma palmadinha nas costas e dir-me-ia: “Escreva acerca do Senhor, o Único Imaculado. Fui faltoso algumas vezes, como humano que fui.”
Quando Deus nos chama para o servirmos não é para sermos altos mas sim frutuosos (João 15:16)! Não são as árvores mais altas que são frutuosas! Lembremo-nos de Paulo (pequeno) mas com tanto fruto (I Coríntios 4:14-16).
O seu nome passou a ser Abraão, que significa “pai de uma multidão” (Génesis 17:5).

Um homem de paz
Abraão tudo fez para que a sua relação com o sobrinho não fosse de conflito mas que a paz permanecesse. Assim falou Abraão a Ló: “Ora, não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque irmãos somos.” (Génesis 13:8).
Notemos que Isaque, filho de Abraão, teve o mesmo sentimento pacífico de seu pai (Génesis 26:16-22).
Dizia David: “Oh quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” (Salmo 133:1).
Lemos que havia contendas entre os irmãos de Corinto e isso preocupava a Paulo (I Coríntios 1:10,11). Ele ensinou a Timóteo: “Ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser manso para com todos(…) instruindo com mansidão.” (II Timóteo 2:24,25).
Conta-se que numa certa igreja o ministério se reuniu para decidir qual a cor com que deveria ser pintado o interior do novo templo. Todavia não conseguiam chegar a um acordo. No fim da reunião o pastor concluiu: “Bem, perante o ambiente de desarmonia que se viveu nesta reunião, talvez a cor mais adequada seja a preta”.

Finalmente, aos 175 anos, Abraão foi congregado ao SEU POVO! Findou a sua peregrinação!

Curiosidade: Veja o que é “um bocado de pão”, à maneira de Abraão (Génesis18:5-8).

domingo, dezembro 10, 2006

Número 4 - A Bênção de Dar


Será possível dar sem amar? O texto bíblico assegura-nos que sim, por estranho que possa parecer. Diz S. Paulo: “ E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres (…) e não tivesse caridade (amor), nada disso me aproveitaria.” (I Cor. 13:3)

Será possível amar sem dar? Não, não é possível. Deus amou, Deus deu (João 3:16). Jesus amou-nos e por isso se deu a Si mesmo por nós (Gal.2:20). Paulo amava a igreja em Corinto, por isso de muito boa vontade se gastava e deixava gastar amando cada vez mais os irmãos, ainda que fosse menos amado. (II Cor. 12:15).

Por onde começar? Pode suceder que por vezes pensemos que primeiro deveremos receber para depois ter, então, a oportunidade de dar. Mas a Bíblia ensina-nos exactamente o contrário: primeiro temos que dar, para então receber. “O que regar será regado.” (Prov. 11:25b). “Dai e ser-vos-á dado.” (Luc. 6:38)
Quando estive em Timor procurei anunciar todo o conselho de Deus (Act. 20:27), incluindo a bênção de dar. Àqueles queridos irmãos, que eram agricultores na sua maioria, expliquei que se falassem à terra pedindo que lhes desse milho, batatas, mandioca e outros legumes, e se ela falasse, responder-lhes-ia: “Dá-me tu primeiro!”. A terra pede apenas um pouco para depois nos dar muito. Este é o princípio: primeiro dar, depois receber. Os irmãos timorenses experimentaram a verdade deste ensino bíblico: as suas hortas eram as melhores, facto até reconhecido pelas autoridades.

E Deus abençoa? Dar o dízimo a Deus é um gesto abundantemente abençoado por Deus. “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança.” (Mal. 3:10). Se der o dízimo de 1000, ficarei apenas com 900, é verdade. Mas não será melhor ter 900 com a bênção do Senhor do que 1000 sem essa preciosa bênção?
O profeta Elias ensinou a viúva a ter farinha e azeite com abundância por muitos dias. Como? O princípio foi o mesmo: ela deu o pouco que tinha e recebeu em abundância. (I Reis 17:13-15)

Dar a quem? Existe uma autêntica chuva de promessas para quem atende ao pobre. Exemplo disso são as passagens bíblicas em Salmo 41:1-3. Tiago 2:15,16 e I João 3:16-18.
Quando Paulo saiu como missionário entre os gentios, foi-lhe recomendado somente que se lembrasse dos pobres, o que procurou fazer com diligência (Gal. 2:8-10).
Dar aos pobres é uma oportunidade sempre presente e acessível. Disse Jesus: “Os pobres sempre os tendes convosco e podeis fazer-lhe bem quando quiserdes” (Mar. 14:7).

Dar com que atitude? Certa vez em que o Senhor Jesus falou acerca do dinheiro, os fariseus, que eram avarentos, zombaram d’Ele (Luc. 16:13,14). Eles não aceitavam a possibilidade de dar como uma verdadeira bênção. Esta é uma atitude comum ainda hoje, pois continuam a haver pessoas avarentas. Só no Céu é que não haverá avarentos (I Cor. 6:10).
Outros davam apenas como uma forma de se desenvencilharem daquilo que era de menos valor, que não lhes interessava.. Chegavam a oferecer animais cegos, coxos, roubados até. Deus não se agradou disso. (Mal.1:8,13). Ele espera que demos o que é bom e com alegria (II Cor. 8:7).

Tempo de Natal Quando Jesus nasceu, foram chamados a ver o Menino os pastores e os magos. Os pastores abriram a sua boca divulgando a Palavra acerca do Menino (Luc. 2:17,18). Os magos, por sua vez, abriram os seus tesouros (Mateus 2:11).
O Senhor deu a palavra; grande era o exército dos que anunciavam as boas novas (o Evangelho). E quem ficava em casa repartia os despojos (Salmo 68:11,12).

Ilustrações:

Em certa ocasião foi pedida uma oferta missionária a Martinho Lutero. Procurou na gaveta da secretária e, vendo ali uma moeda de valor, com a efígie de um tal Frederico, disse: “Que fazes aqui, Frederico, metido nesta gaveta? Vai ser útil!” E ofereceu a moeda.

Um dia foi pedida uma oferta missionária a um armador, proprietário de muitos barcos. Prontamente passou um cheque para esse fim. Entretanto, recebeu um telegrama a informar que o maior barco que ele possuía se tinha afundado. Pediu de novo o cheque e passou um outro, mas desta vez com o dobro da importância do primeiro. O que o recebeu alertou o dador, dizendo-lhe que talvez ele se tivesse equivocado, pois estava agora a dar muito mais do que antes. Mas o armador respondeu: “Não me enganei! O telegrama que recebi veio como que do céu para me lembrar que os bens aqui da terra são inseguros. É melhor juntar tesouros no céu!” (Mateus 6:19-21).

Um homem veio passar uns dias a casa da sua família, nos Estados Unidos. A família era crente, por isso levaram-no a um culto. Como era a primeira vez que assistia a um culto, o homem reparava em tudo. Logo à chegada pensou, pelos carros que via no parque de estacionamento, “Nesta igreja são todos ricos”. Quando foi levantada a oferta, o homem reparou que afinal eram todos pobres, plo valor das notas que viu no prato de recolher a oferta.

Duas notas encontraram-se. Uma era de 1 dólar e a outra era de 20 dólares. A de 1 dólar disse à de 20: “Não te tenho visto. Por onde tens andado?” A de 20 respondeu: “Tenho tido uma vida muito movimentada pelos restaurantes, os casinos, os hotéis… e tu, por onde tens andado?” Respondeu a nota de 1 dólar: “Sabes, eu sou muito religiosa! Vou muitas vezes à igreja!” Surpreendida, a nota de 20 dólares perguntou: “Igreja? O que é a igreja?”.



segunda-feira, novembro 27, 2006

Número 3 - Persiste em ler

Sinto-me muito grato a Deus porque quando saí para servi-l'O a tempo inteiro fui para casa de um amado irmão pastor onde vivi três anos e aprendi muito. Nessa hospitaleira família, pai, mãe, filho e filha liam a Bíblia de capa a capa todos os anos. Naturalmente, entrei nessa proveitosa "maratona". É sobre a importância da leitura da Bíblia que nos vamos debruçar hoje.


Alimento e Crescimento

Na última carta que escreveu, onde refere que o tempo da sua partida está próximo, Paulo pede a Timóteo que lhe traga os livros, "principalmente os pergaminhos", as Escrituras (II Timóteo 4:13). Meu caro irmão, leia livros mas de um modo especial a Bíblia!

Pedro exorta-nos a crescer, "Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor…" (II Pedro 3:18). Esta admoestação aplica-se com maior ênfase a um pastor.

Sejamos instruídos acerca do reino de Deus, semelhantes a um pai de família que tira do seu tesouro (Bíblia) coisas novas e velhas (Mat. 13:59).

Não nos podemos esquecer de que as ovelhas se alimentam de verdes pastos e de águas tranquilas, não agitadas. Para as alimentar o Espírito Santo só pode usar o que tivermos na nossa "bagagem bíblica".

Era imposto aos reis de Israel que tivessem um traslado da lei e nele lessem TODOS os dias da sua vida (Deut. 17:18-20).

Uma nossa irmã que estava em Timor, esposa de um sargento, dizia-me que não tinha levado um livro para ler. Vendo eu a Bíblia sobre a sua mesa disse-lhe: "A irmã trouxe uma biblioteca! Ali tem 66 livros."


Propósito de Deus

O próprio texto bíblico nos encoraja à leitura da Palavra:

"Buscai no livro do Senhor e lede…" (Isaías 34:16)

"Bem-aventurado o que lê…" (Apoc. 1:3)

"Persiste em ler…" (II Tim. 4:13)

O longo e belo Salmo 119 é, todo ele, um forte incentivo à leitura e ao conhecimento, exaltando a riqueza, a beleza e o valor da Palavra de Deus. "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho." (Salmo 119:105).


Eles Amavam a Leitura

Em Actos 8:28-30 encontramos o eunuco que, de regresso a casa, aproveitava para ler as Escrituras.

Em Bereia, os crentes examinavam cada dia nas Escrituras se aquilo que Paulo pregava era exactamente assim. (Actos 17:11).

No seu leito, quase a partir para a eternidade, um grande homem de Deus pediu: "Tragam-me O Livro." Perguntaram-lhe: "Qual?" Ele respondeu: "Há só um livro, a Bíblia!"


Clareza e Rigor Bíblico

Ao falar a Palavra de Deus, devemos procurar fazê-lo da forma mais clara e exacta possível. Eis alguns exemplos de erros comuns e frequentes na exposição da Palavra:

  • Pai da Fé? Não encontro na Bíblia a expressão "Abraão, o pai da fé", como por vezes se ouve dizer. Abraão é chamado o pai dos que crêem (Rom. 4:11, 16: Gal. 3:7). Por isso se canta, acertadamente "O pai Abraão tem muitos filhos…". O Senhor Jesus que é o Autor e Consumador da Fé (Não da nossa fé)!
  • Melhor ou boa? Por vezes ouve-se dizer que o Senhor Jesus disse que Maria escolheu a melhor parte. Ora o Senhor Jesus não disse a MELHOR mas sim a BOA parte (segundo a minha Bíblia). Até porque a MELHOR pode não ser BOA (Lucas 10:42).
  • Livro ou carta? Ao citar um versículo bíblico não é correcto dizer-se "Primeira ou Segunda de Crónicas" ou "Primeira ou Segunda de Reis", pois são livros (masculino) e não epístolas (feminino).
  • Salmo de David? Quando se comenta um Salmo deve-se ter em atenção quem o escreveu. Pode não ter sido o salmista David, Por exemplo, o Salmo 72 é de Salomão, os Salmos 73 e 83 são de Asafe e o Salmo 90 é de Moisés.
  • O objectivo do cântico. Não fica bem dizer "Vamos cantar um hino para levantar a oferta". Será mais correcto dizer. "Vamos louvar ao Senhor com um hino e ao mesmo tempo levantemos a oferta". E trata-se de levantar a oferta, e não "tirar a oferta". Não estamos ali para tirar nada, mas para que cada um dê voluntariamente.
  • Quantas almas? No convite à salvação, pode-se perguntar "quantas pessoas esta noite querem ser salvas?" Perguntar "quantas almas" constitui uma linguagem estranha, talvez até assustadora, para as pessoas nos nossos dias. Além disso, ao referirmo-nos a pessoas estamos a expressar-nos correctamente pois o Senhor veio para salvar a pessoa total - espírito, alma e corpo (I Tess. 5:23).

Conta-se que um médico foi exercer a sua actividade para uma pequena vila e ali ficou sem se preocupar em crescer no conhecimento da medicina. Só receitava pastilhas, Passou a ser conhecido como o Doutor Pastilha. Meu caro irmão, não seja o Pastor Pastilha! Se não tem capacidade para apascentar 100 ovelhas, se não busca mais conhecimento da Palavra, como pode esperar que o Senhor lhe venha a dar 1000?


No Evangelho que escreveu, o apóstolo João refere-se a si mesmo como discípulo, o que significa aluno. Sejamos sempre discípulos, ávidos por aprender mais. A leitura da Palavra é essencial ao crescimento. Persista em ler!

sexta-feira, novembro 10, 2006

Número 2 - As Lágrimas de Paulo

Desde pequenos ouvimos dizer que "Um homem não chora". Mas tal não é verdade, nem desejável. S. Paulo é um exemplo disso. Ele chorou? Sim, muitas vezes. E confessou-o abertamente. Não havia motivo para envergonhar-se de tal. As lágrimas faziam parte do seu ministério.

Como Jeremias

Pode dizer-se de Paulo o que se diz de Jeremias – foi o profeta das lágrimas.

O próprio nome do profeta Jeremias veio a dar azo ao verbo "jeremiar", que significa chorar, lamentar. Muitas vezes se referiu às suas lágrimas (Jer. 9:1; 13:17, 14:17. Lam. 2:11, 3;48,49).

Lembramos ainda que Jeremias foi o último profeta antes de Judá ser levado para o cativeiro em Babilónia. Talvez por isso tenha profetizado durante mais de 50 anos. Era o derradeiro apelo de Deus ao Seu povo para que se convertesse dos seus maus caminhos (II Crón. 7:14, 36:12, 15-16.)


Como Jesus

O apóstolo Paulo foi o único que disse: "Sede meus imitadores como eu sou de Cristo." (I Cor. 11:1). Até nas lágrimas podemos observar essa semelhança com Cristo.

  • Jesus chorou pelos outros (Lucas 19:21). Assim procedeu Paulo, como veremos mais adiante.
  • Jesus não quis que chorassem por Ele (Lucas 23:26-28). Paulo fez exactamente o mesmo (Actos 21:13).


Choro Abundante

Em Actos 20:19 Paulo diz que em Éfeso serviu o Senhor com muitas lágrimas, ensinando e admoestando os anciãos da igreja (Actos 20:31). Perante tudo isto, não nos surpreende o que lemos em Actos 20:37. Se chorarmos pelos outros, os outros chorarão por nós!.


A Humildade

Também me parece oportuno lembrar ainda o que está escrito em Actos 20:19. Paulo serviu ao Senhor "com toda a humildade e com muitas lágrimas." O choro era acompanhado de humildade. Por isso ele podia exigir que os irmãos em Éfeso andassem "com toda a humildade." (Efésios 4:1,2). Ele deu o exemplo!

Em II Coríntios 12:21, Paulo pede ao Senhor que o humilhe e que chore de compaixão pelos que pecaram e não se arrependeram. Não está a pedir poder nem autoridade, mas sim humildade e compaixão.

Alguém disse que quando Paulo tinha que escrever cartas tratando de casos difíceis da igreja, não molhava a pena em tinta mas em lágrimas.

Em Filipenses 3:18, encontramos Paulo a chorar mais uma vez. Desta feita lamenta a conduta desordenada de alguns obreiros, o que muito pesava no coração do Apóstolo!


O Amor

No ministério de Paulo as lágrimas associavam-se a um carinho imenso pelos irmãos. As frases seguintes são exemplo disso:

  • "Saudai a amada Pérsida" (Rom. 16:12)
  • "Oh Coríntios, a nossa boca está aberta para vós, o nosso coração está dilatado ." (II Cor. 6:11)
  • "Porquê, porque não vos amo? Deus o sabe." (II Cor. 11:11)
  • "Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós." (Gál. 4:19)
  • "Portanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa, estai firmes no Senhor, amados." (Fil. 4:1)
  • "Antes fomos brandos entre vós, como a ama que cria os seus filhos." (I Tess. 2:7).
  • "… porquanto nos éreis muito queridos." (I Tess. 2:8).
  • "Assim como bem sabeis de que modo vos exortávamos e consolávamos, a cada um de vós, como o pai a seus filhos." (I Tess. 2:11).
  • "Não já como servo, antes, mais do que servo, como irmão amado." (Filemon, v. 16a).
  • Assim, não é de estranhar que Pedro escrevesse: " … o nosso amado irmão Paulo ". (II Pedro 3:15)


As Lágrimas de Timóteo

Em II Timóteo 1:4, Paulo fala-nos das lágrimas de Timóteo. Estas lágrimas não causavam preocupação ao Apóstolo. Pelo contrário, enchiam-no de gozo. Benditas lágrimas!

Qual seria a razão de tais lágrimas? Quando Timóteo pregava a Palavra? Quando orava? Quando se despediam? Não sabemos. Apenas temos conhecimento de que causavam alegria a S. Paulo.


As Nossas Lágrimas Hoje

  • A sementeira feita com lágrimas é que produzirá uma colheita abundante (Salmo 126:5,6). O irmão que iniciou o trabalho do Senhor em Estremoz e arredores, quando pregava também chorava. As pessoas diziam: "Vamos ver o homem que quando fala começa a chorar!"
  • O Senhor ouve as nossas orações e vê as nossas lágrimas. (Isa 38:5)
  • Que as nossas lágrimas sejam expressão de amor. Na morte de Lázaro, Jesus chorou. Os judeus presentes disseram: "Vede como o amava." (João 11:3 e 36).

quarta-feira, novembro 01, 2006

Número 1 - Aprendendo com Mateus

Relato de uma conversão
Estava sentado na alfândega, num dia de trabalho aparentemente normal, quando tudo aconteceu. Recebeu o convite de Jesus e aceitou-o, alterando-se assim o sentido da sua vida desde então.
Mateus é o único dos quatro autores dos Evangelhos, que nos conta como foi a sua conversão. (Mat. 9:9,10). A esse propósito escreve apenas que, "levantando-se, O seguiu" , referindo-se a Jesus.

Deixar/Receber
Mateus deixou tudo para seguir a Jesus. Porém, não é ele que o diz.
Lucas, autor de outro Evangelho e escritor minucioso, é mais detalhado na descrição da conversão de Mateus. Ele é que afirma que Mateus "deixando tudo" O seguiu ( Luc. 1:1-3). Mateus não diz, de si próprio, que deixou "tudo".
Como descrevemos e sentimos a nossa entrega a Cristo? Enfatizamos o que deixámos ou o que recebemos? Alguém disse quando foi salvo: "Não deixei nada, eu recebi tudo!" David reconhecia o mesmo: "Coube-me uma formosa herança." (Sal.16:6b)
Se deixarmos alguma coisa o Senhor nos dará cem vezes mais (Mat.19 :29), por isso torna-se extremamente insignificante o que deixámos.
O Senhor Jesus, Ele sim, é que deixou TUDO por amor a nós (Mat. 13:44-46; Fil. 2:5-9). Ele foi feito menor do que os anjos, tornando--se mortal (Heb. 2:9).
Mateus não exalta o que fez, mas sim o que Senhor fez por ele!

O banquete
Lucas conta-nos também que Mateus fez um "grande banquete", em honra do Senhor (Luc. 5:27- 29). Mateus omite esse facto. Embora a palavra "mesa" exista no seu evangelho, apresenta-se em itálico, o que indica que não fez parte do texto original. (Mat. 9:10). Só pelo relato de Lucas é que sabemos que Mateus ofereceu um banquete a Jesus.
Por vezes sucede que alguém "mata um rato" e conta a todos o "seu feito". Sansão matou um leão e nem aos pais contou ( Jui.14:5,6). Jesus adverte-nos: "Não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita" ( Mat 6:3). Doutro modo já recebemos o galardão!
Paulo, quando se vê obrigado a falar de si mesmo, diz: "Fui néscio" (IICor 11:1 e 17; 2)

Quem é o primeiro
Mateus dá-nos uma lista dos doze apóstolos, à semelhança de Marcos e Lucas ( Mat.10:1-4; Mar. 3:13-19; Luc. 6:12- 16) . Os apóstolos aparecem nessas listas agrupados dois a dois. O companheiro de Mateus era Tomé. Aparecem lado a lado, mas no evangelho de S. Mateus, ele refere Tomé em primeiro lugar, dando-lhe essa honra. Só a seguir indica o seu nome de Mateus. Já nos evangelhos de Marcos e Lucas esta Mateus em primeiro lugar! Vale a pena reparar nisto!
O mesmo sucedeu com o apóstolo João. Ele escreve: "Simão Pedro e o outro discípulo", colocando-se a si próprio em segundo lugar! Corriam os dois para o sepulcro, mas João chegou primeiro (era mais novo, logo mais rápido) ( João 20:3-6). No entanto, notemos que João, chegando primeiro, não entrou. Deu essa honra ao seu irmão mais velho. Quando estudámos gramática aprendemos a colocar as coisas nesta ordem: eu, tu, ele. Mas quando somos salvos é o contrário: ele, tu e eu. Ficamos em ultimo lugar! Consideremo-nos uns aos outros!
Certa vez em que conversava com uma irmã, sempre que se referia à sua mãe que já morrera, ela dizia "a minha desfalecida mãe". Pensei corrigi-la, mas tive a boa ideia de primeiro ver o significado da palavra no dicionário. Com surpresa reparei que afinal falecida e desfalecida podem ser sinónimos. Agora no caso da palavra considerar, não significa o mesmo que desconsiderar! É exactamente o oposto! Consideremo-nos e não nos desconsideremos uns aos outros, porque não é mesma coisa!

O que é menos honroso
Mateus, no evangelho que escreveu, identifica-se como "Mateus, o publicano" (Mateus,10:3). Note-se que estava a escrever especialmente para os judeus. Como sabemos, os publicanos era uma classe desprezada pelos judeus, porque, sendo judeus, os publicanos estavam ao serviço dos romanos. Marcos e Lucas apenas dizem "Mateus" - Mar.3:18 ; Lucas.6:15. Se o próprio quer dizer de si algo menos honroso, certo, mas não outrem. Paulo chama-se a si mesmo "o velho" ( Filemon v. 9). Mas diferente é no caso de Samuel "Disseram: "Eis que já estás velho, constitui-nos pois agora um rei sobre nós" ( I Sam. 8:5). Esta palavra pareceu mal aos olhos de Samuel.
Amós disse dele que não era profeta nem filho de profeta, mas boieiro e cultivador de sicómoros. O Senhor o tirou de após o gado (Amós 7:14,15). Era ele a falar de si mesmo.
Paulo sempre procurou honrar os outros, Leia-se o capitulo 16 de Romanos. Exemplo disso são também as referências " Lucas, o medico amado" (Col. 4:14) e "Zenas, doutor da lei" (Tito 3:13).

Curiosidade : Apesar de o evangelho de Mateus ter mais capítulos (28) do que o evangelho de Lucas (24), o de Lucas é maior, ocupa mais páginas. O mesmo sucede com o livro de Isaías que, com 66 capítulos é mais pequeno do que Jeremias, com 52 capítulos.

Ilustrações

Qual seria o melhor pregador?
Naquele domingo haviam dois famosos pregadores que iriam dar a Palavra em dois cultos distintos. Quando o primeiro findou a mensagem os ouvintes comentavam entre si: "Realmente este pastor é um grande pregador!" No final do segundo culto os ouvintes diziam uns para os outros: "JESUS é um grande Salvador!"

Preocupação do Pastor
Irmão pastor, preocupe-se em que os seus ouvintes sejam salvos e não em "salvar" a sua pregação.

Pastor Alto ou Baixo?
Uma Igreja precisava de um pastor. Por isso, escreveu para um Instituto Bíblico a perguntar se haveria algum finalista que pudesse pastorear aquela Igreja.
Resposta do Instituto: "Temos vários finalistas: altos, baixos…"
Resposta da Igreja: "Queremos um pastor que seja tão alto que quando faça oração chegue ao Céu mas, por outro lado que, quando suba ao púlpito para pregar, seja tão baixo que nem se veja! Só Jesus apareça!

O sentido da palavra Pastor
Não podemos esquecer que a palavra PASTOR deriva de PASTO… não de PASTA. Podemos ter uma grande e linda PASTA mas se não temos PASTO não seremos PASTORES.

Já sou grande!
Certa noite uma criança acordou e começou a gritar: "Mãe, já sou grande! Já sou grande! A cama já não chega para mim. Tenho a cabeça e os pés de fora!"
A mãe levantou-se surpreendida e foi ver o que se passava. Ao observar o filho, disse-lhe: "Tu não és grande, filho. Tu estás enviesado na cama, deitado na diagonal. Deita-te direito de novo e verás que a cama chega para ti." Se alguém se julga grande, observe com atenção a sua verdadeira posição. É muito provável que esteja enviesado.

Introdução

Foi numa noite fria, no mês de Dezembro de 1952, na cidade de Portimão, que pela primeira vez subi a um púlpito para pregar a Palavra de Deus. Nesse primeiro culto falei acerca de paralítico levado por quatro aos pés do Senhor, no evangelho de Marcos 2:1 - 12 (Sim, porque só Marcos nos diz que foram quatro). Lembro que nesse culto me preocupei muito mais em "salvar" a pregação, do que os ouvintes da mesma! Todos estavam na expectativa de ouvir o novo "pregador", que nem dois anos tinha de salvo!

Passaram-se mais de 50 anos desde então! Trata-se de um longo percurso marcado por muitas horas de preparação de mensagens, partilhadas em diversas localidades portuguesas, em diferentes continentes, de Timor aos Açores, dos Estados Unidos a Macau, ainda em África, e também pela rádio e pela televisão. Em templos modernos, em casas de palapa, ao ar livre, em casas particulares. Estes anos têm representado inúmeras oportunidades de falar do Amor de Deus que Ele me tem concedido na Sua abundante fidelidade!

Hoje, com 76 anos de idade, já não me desloco tão frequentemente mas, como dizia S. Paulo "A Palavra de Deus não está presa." (II Timóteo 2:9) O que tenho para oferecer neste contacto regular por e-mail são Folhas Soltas. Confio no Senhor que se o prezado irmão procurar com atenção descobrirá, entre as folhas, alguns frutos maduros, aromáticos, nutritivos e de agradável paladar. Se assim for, aí residirá a minha alegria e darei por muito bem empregue o tempo que tenho dedicado a este meio de contacto (Salmo 92:13-15; João 15:8).

Estas folhas serão soltas e enviadas sempre que o vento inspirador e a direcção de Deus o permitir. Agradeço ainda a divulgação das "Folhas Soltas" junto de outros irmãos, para quem venha a constituir um material útil de ensino e de reflexão bíblica. Terei muito prazer em adicionar o seu e-mail e passar a enviar-lhes também." Será também um privilégio grande para mim receber notícias suas. Poderá falar-me de fruto que encontrou ou partilhar outros frutos. Fico também disponível para ser suporte e conselho para si, caso necessite.

Muito grato estou ao Senhor pelo que Ele tinha reservado para mim, quando a 29 de Janeiro de 1951, numa pequena aldeia alentejana, me salvou. A esse propósito lembro o que está escrito em ICor.1:26 - 29, Também louvo o Senhor pelo abundante amor fraterno que tenho recebido nestes longos anos, da parte dos meus queridos Irmãos.

BEM HAJAM!

Pr. Miguel Francisco Cóias